Ora olha!

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Localização: Coimbra, Portugal

terça-feira, outubro 31, 2006

笑ってはいけないハイスク(English Lesson)

Hoje parece que acordei assim! Viva a Latada e por aí...
Sweet Exile

segunda-feira, outubro 30, 2006

A festa da Lula


Hoje fui surpreendida, não pela vitória do Lula (já toda a gente sabia que ele ia ganhar!, até o outro, o "adversário" dele..., aquele que tem hábitos saudáveis, que não bebe, pratica desporto e coisas do género... e que não tem nome de peixe), mas surpreendida sim com um belíssimo telefonema, em tempo real, from Brasil to Portugal!
Sei que isto vai parecer inacreditável, mas recebi uma chamada que, infelizmente, foi logo reencaminhada para o meu voice mail, de uma mãe, não de Bragança, mas de uma outra cidade desse país onde se fala português mas a cantar, que queria muito falar com o seu filho e comemorar com ele a vitória do chôco.
Claro está que ela nem imagina, ainda, que se enganou no número e que o "eu amo muito ocê, meu filho! Tou morrrrendo di saudadi", " Lula ganhô, filhão!, era o qu' à genti quiria. Ele é o rei, tá todo mundo maluco, ó xenti!!", veio ter com uma portuguesa que, por acaso, até está muito triste com a vitória do senhor.
Mas o povo é que sabe, o futuro o dirá, blá blá blá... e não vale muito a pena entrar por esse lado. Nem tão pouco tenho essa pretensão. Viva a democracia.
Peguei aqui num livrinho, um guia especializado, acerca da vida marinha litoral. O dito, designa a Lula desta forma: "Molusco em forma de torpedo com barbatanas triangulares. Tem oito tentáculos à volta da boca, todos com fiadas de ventosas e dois braços mais longos, com ventosas só nas pontas. Concha interna reduzida a uma "caneta" córnea. Boca com bico poderoso." Ora se eu tinha algumas dúvidas acabaram de se dissipar!!!
Está tudo explicado, não está?
Sweet Exile
(foto: Boca do Inferno, Portugal, 2003)

sexta-feira, outubro 27, 2006

Para o Óscar...

(Foto:Monserrat, Tarragona, Espanha, 2003)


Para o Óscar.

"De nossa morte nos encontraremos com quem não sabiamos;
hão-de cruzar com nossos retratos, nossos ditos, nossos livros
e nosso esquecimento.

Somos esperados onde não houve ainda ninguém
e estaremos aí quando não poder estar mais ninguém...

(...)
Somos esperados onde não houve ainda ninguém,
estaremos aí quando não puder estar mais ninguém,
e tanto mais erramos quanto maiores somos,
aves de asa que já foram
antigas raízes dos abismos."


(Cântico dos Dias Verticais, Victor Matos e Sá)

segunda-feira, outubro 23, 2006

A piada dos dias


(Foto: Promenor de tecto do arquitecto Antoni Gaudí, Parque Güell, 1990-1914).


A piada dos dias reside na diferença que sempre renasce após cada amanhecer.
Não há dias iguais. Há reminiscências de bons momentos, de maus bocados, de dor, de alegria, de acção, movimento, cor, melancolia, de amor, desamor... A paixão, ou melhor, aquilo a que eu chamo de "intensidade de paixão" que depositamos em cada acto, movimento que nos precede, marca, sem dúvida, a pessoa que somos, perpetua a nossa simples existência, tornando-nos únicos, especiais.
Somos, acima de tudo, responsáveis por nós próprios.
Hoje, eu não quero dizer mais nada. Toda a palavra é vã.
Sweet Exile

sexta-feira, outubro 20, 2006

A ilusão...


Quantas vezes é que abrimos os olhos e reparamos que estavamos iludidos? Que, afinal, aquele projecto não era assim tão bom, a empregada doméstica não era assim tão séria, aquele restaurante não era assim tão saudável, os colegas do emprego não eram assim tão francos... mas tudo isso consegue, com alguma facilidade, sofrer, da nossa parte, de uma boa recuperação. Arranjamos defesas, novas armas e conquistas. Recomeçamos a luta.
O pior mesmo acontece quando caímos em nós e percebemos os pilares frágeis onde assenta a nossa casa. Felizmente a experiência, maturidade e bom-senso, custumam estar por perto para dar uma "mãozinha", tornando os estragos menores. Felizes os que têm uma família por perto, corações abertos e sábios, um(a) companheiro(a), apoio e amor, amigos (nem que seja só um!), respeito e fidelidade. Contudo, o caminho é difícil e, não raras vezes, nem esses nos "safam". Percorremos, sós, o difícil trajecto de reconstruir o que caiu, de limpar o entulho e, no final, voltar a ver um delicioso nascer do sol.
Ah! A ilusão que sempre nos cega e tenta apanhar! A ilusão em que caímos quando queremos mesmo acreditar naquilo que gostariamos que fosse! A ilusão que criamos para tentar viver mais confortavelmente. A ilusão da Terra do Nunca...
Tenho a sorte de nunca ter percorrido só longas distâncias, apenas alguns metros... por isso, a gratidão para com as minhas mui queridas companhias vive em mim, por isso me sinto privilegiada.
Por vezes, volto àquela velha guerra do discernimento vs ilusão que tantas vezes me assola, mas, contudo, que raras vezes me ganha.
É que a ilusão é tentadora...

Sweet Exile

quinta-feira, outubro 19, 2006

Nos dias em que me julgo melhor do que os outros e depois descubro, afinal, que não sou.

A vida encarrega-se todos os dias, de alguma forma, de nos dar umas lições. Às vezes são mesmo grandes "ensaboadelas", daquelas que nos remetem em três tempos para o nosso lugar; o lugarzinho de gota de água que ocupamos no oceano que nos circunda.
Tenho grande dificuldade em conviver com "nãos", o capricho dos hábitos diários fala, mas só às vezes, mais alto. Admito.
E destrona-me.
A cadeira almofadada em que me sento, por vezes, também vacila. As costas e a pustura nem sempre são as melhores. Aí o desconforto instala-se. A ira aumenta... ou então só a revolta. E tudo porque ouvi uma verdade nua e crua, tudo porque me custa a aceitar um facto, um argumento, uma contradição. Procuro imediatamente um contra-argumento, uma tese a que me possa agarrar naquele instante. Chega a frustração, o cansaço, a tristeza. No fim, sinto uma pequena vergonha, recrimino-me.
Mas a vida vai-nos ensinando também quando é tempo de parar. É preciso, nessas horas, respirar fundo, contar até dez, olhar de novo, compreender, aceitar. Aceitarmo-nos! Tal e qual como somos, conscientes e capazes de, talvez amanhã, melhorar.
É difícil, mas a experiência sempre nos vai dando umas boas dicas...
Sweet Exile

quarta-feira, outubro 18, 2006

Imortais?!?

Enfim, no fundo, no fundo, julgamo-nos imortais, talvez para que assim possamos sobreviver ao (s) medo (s). É engraçado quando, de repente, alguém que gostamos profundamente, alguém que amamos, alguém com quem conversamos todos os dias, morre. Eis-nos aterrorizados, estupefactos, inseguros. Sentimos a ameaça, o bofetão na cara, a pancada seca nas costas. E então e a despedida?!? "Adeus até qualquer dia", assim, gelado, cru. Prosseguimos estando, durante algumas horas, dias, precariamente vivendo, arrastando um qualquer peso pesado, pobres, nus. Dizemos frases feitas, falando da morte: "Era tão boa pessoa", "Mas porquê?", "Não somos nada nesta vida..." de forma a que essas mesmas frases nos façam sentir convictos, pequenos, ínfimos, serenos. "Coitado de quem fica...", coisa assim de falar por falar, que o choque, esse, é sempre maior.
Mas depois, nas horas seguintes, nos dias seguintes, já não somos assim tão mortais, somos os maiores, os mais fortes. Nada de mau nos pode acontecer. Não pensamos, aliás, recusamo-nos a pensar em coisas assim tão deprimentes.
Somos humanos.

terça-feira, outubro 17, 2006


Não é assim tão raro qualquer um de nós "pedir" pela rápida sexta-feira, sinónimo de calma para muitos, relax para outros tantos, ou simplesmente, para a maioria, a diversão "versão-noitada-de sábado-e-pasmaceira-de-Domingo", numa terça-feira, dia de trabalho normal...
Não é que não queiramos trabalhar, cansar-nos, chegar ao fim do dia estafados e com a nítida sensação de dever cumprido (!!!), que isso é tão gratificante, afinal, como poucas coisas! Mas aquele sofá "de sala, com mantinha" de fim de tarde a ver os filmes infanto-juvenis que passam, repetidamente, nos canais televisivos nacionais, essas comédias "loucas" de piadita fácil , com pouca qualidade, que não obrigam a grandes reflexões pessoais, tornam-se incrivelmente apetecidas e viciantes.
Basta estar um dia de chuva para que o dilema se instale: "-Vou ao Shopping ou fico a ver, pela 34ª vez aquele filme norte-americano de cães e gatos que falam? Se calhar este ainda não vi... Humm... Parece que desta vez também entra um cavalo e uma vaca que falam! Deve ser bom. Resolvido, fico no sofá!...".
Se estiver sol, o problema fica resolvido num instante: "-Bem, vou ao shopping tomar um cafezito rápido e depois venho ver um filme para o sofá!".
É claro que este estado de coisas só nos podem mesmo fazer desejar, num dia normal de semana, a proximidade de Sexta. É que no estado de motivação que as coisas vão só mesmo filmes com animais falantes nos arrebitam! Olé!

Sweet Exile

sexta-feira, outubro 13, 2006



A proximidade do fim de semana leva-nos, muitas vezes, a pensar em viajar...

São estradas compridas, longas e cansativas que percorremos, impulsionados pela vontade de rever alguém ou algo que, de alguma forma mais ou menos profunda, nos toca, nos sensibiliza.

Damos por nós cansados, muitas vezes com sono, carregando os cinco dias de trabalho que o resto da semana nos trouxe, percorrendo esses caminhos de vai e volta, porque a vida não é nesse sítio, é noutro e, por mais que queiramos absorver a sensação de que, afinal, pertencemos a outro qualquer lugar, continuamos plantados no ponto de partida, disseminando as sementes por aí e além, mesmo até nesses locais onde gostariamos de, afinal, pertencer.

Mas viajar é sempre um estímulo, nem que seja num livro. Abrimos mais os nossos olhos, apuramos os sentidos, crescemos e enriquecemos o espírito. Só precisamos ter cuidado com as estradas que percorremos e saber, realmente, se queremos que elas nos tragam de volta.

Sweet Exile

quinta-feira, outubro 12, 2006

Primavera em Outubro...

Parece que o Outono me trouxe algo de novo.
A idealização que antecede a criação, a concretização, surgiu como um acordar bem disposto, num daqueles dias de atmosfera limpa, tal e qual a Primavera que sempre nos arrebata com um novo aroma e colorido. Só que desta vez foi no Outono.
Não vou criar nada de novo, apenas relembro nos meus gestos algo que já alguém fez, de algum modo, notar, aparecer. Sou portanto uma espécie de "book of memories" perdido num destes fiapos das novas tecnologias...
Não tenho jeitos para grandes finais... assim sendo,
até breve!