Menos 4 ºc
Menos quatro graus negativos. Geada. Céu limpo, estrelado.
A Lua, pequenina, aparece apenas como uma singela luz de presença, de fraco brilho, sem intenção de ofuscar as estrelas que procuram os seus eternos minutos de fama. Constelações, jogos de luz intermitente, incansáveis. O que procuram? Porque brilham sempre? Não se cansam?
A Lua, pequenina, aparece apenas como uma singela luz de presença, de fraco brilho, sem intenção de ofuscar as estrelas que procuram os seus eternos minutos de fama. Constelações, jogos de luz intermitente, incansáveis. O que procuram? Porque brilham sempre? Não se cansam?
São porquês tão infantis os meus!
É a minha última noite aqui. Talvez no Natal regresse. Talvez antes. Quero ver este frio de novo. Quero sentir as estrelas geladas que brilham já ali em cima. Mas agora é hora de ir. Deixo esses sinais nocturnos, intermitentes, deste topo de montanha. Sigo para sul.
Aqui cheira a resina da lenha que ardeu.
O silêncio é uma tranquila companhia.
Tudo dorme. Tudo está como que parado à espera que aqueça e a vida retome.
Também assim é o meu lado esquerdo...
O borralho da lareira é o meu último foco de luz quente. As estrelas, essas, hoje estão frias. Menos quatro graus. Brrrr!
Olha, dorme bem. Tu sabes...
Sweet Exile
É a minha última noite aqui. Talvez no Natal regresse. Talvez antes. Quero ver este frio de novo. Quero sentir as estrelas geladas que brilham já ali em cima. Mas agora é hora de ir. Deixo esses sinais nocturnos, intermitentes, deste topo de montanha. Sigo para sul.
Aqui cheira a resina da lenha que ardeu.
O silêncio é uma tranquila companhia.
Tudo dorme. Tudo está como que parado à espera que aqueça e a vida retome.
Também assim é o meu lado esquerdo...
O borralho da lareira é o meu último foco de luz quente. As estrelas, essas, hoje estão frias. Menos quatro graus. Brrrr!
Olha, dorme bem. Tu sabes...
Sweet Exile
